Jessé Costa, poeta de Timbaúba-PE, já muito querido pelos poetas sertanejos, aniversariando, recebe um versinho de Kerlle de Magalhães:
Num dia igual a este
Deus traçou, na luz, a meta;
Escreveu um lindo verso
Criando um grande atleta,
Das rimas de nossas vidas
Para não serem perdidas
Quando fez você, poeta!
Já era de se esperar, com sua humildade e admiração pelos amigos, devolve na hora uma sextilha maravilhosamente rendida por uma inspiração de apreço ao colega, qual mostra ser sempre o poeta que todos admiram:
Pois quem vê só se arreta
Com meus versos tão banais,
Versos grande são os teus
Como tudo que tu faz,
Mas, porém, muito obrigado
E se Deus fez-me inspirado,
Fez você mil vezes mais.
Este blog tem o fim de divulgar os(as) novos(as)poetas(isas) do sertão pernambucano que expande sua arte de fazer poesia.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Poesia de Vinícius - O poeta
Talvez não seja tão bom
Ser poeta nessa vida
Talvez seja até sofrida
A vida com esse dom...
afirmo isso em bom som:
... Alegria nos renega!
É que o poeta se entrega,
Sente a dor de todo mundo,
Tem sempre um choro profundo
Que no seu peito se apega.
Saudade é sempre pior
No coração do poeta.
Alegria é nossa meta,
Mas a tristeza, é maior.
Eu sinto a dor do menor,
Abandonado e sem brilho...
Sinto a dor do andarilho,
Sinto do velho a idade,
Eu sinto até da saudade
Da mãe que perdeu o filho.
Eu sinto a dor de quem ama
Mas não pode ser amado.
Eu sofro multiplicado
Quando a paixão não me inflama.
Eu sinto o queimar da chama
De quem sente solidão...
Sinto a fome de um irmão
Que a muito tempo não come,
Eu sinto a praga da fome
Que atrapalha o meu Sertão!
Poeta já nasce feito
Com seu destino traçado
Já nasce predestinado
A sentir dor no seu peito.
Deus nos criou desse jeito:
Uma raça diferente!
Sinto a dor de toda gente
Que não tem sonho, nem meta...
Sinto até, como poeta,
A dor que o poeta sente.
Poeta no dia-a-dia
Tem sentimento apurado
Só que não sofre calado,
Descarrega em poesia!
Tenta encontrar alegria,
Mas só tristeza lhe afeta.
Possui a vida inquieta
Mas mesmo assim é valente,
Pois com toda dor que sente
Não deixa de ser poeta!
Apesar de toda dor
Caso outra vez eu nascesse,
E Jesus me concedesse
Escolher o meu labor,
Minha escolha sem temor
Não era ser diferente.
Mesmo com essa dor pungente
Que se instala no meu peito
Eu queria satisfeito
Ser poeta novamente!
Vinícius Gregório
Ser poeta nessa vida
Talvez seja até sofrida
A vida com esse dom...
afirmo isso em bom som:
... Alegria nos renega!
É que o poeta se entrega,
Sente a dor de todo mundo,
Tem sempre um choro profundo
Que no seu peito se apega.
Saudade é sempre pior
No coração do poeta.
Alegria é nossa meta,
Mas a tristeza, é maior.
Eu sinto a dor do menor,
Abandonado e sem brilho...
Sinto a dor do andarilho,
Sinto do velho a idade,
Eu sinto até da saudade
Da mãe que perdeu o filho.
Eu sinto a dor de quem ama
Mas não pode ser amado.
Eu sofro multiplicado
Quando a paixão não me inflama.
Eu sinto o queimar da chama
De quem sente solidão...
Sinto a fome de um irmão
Que a muito tempo não come,
Eu sinto a praga da fome
Que atrapalha o meu Sertão!
Poeta já nasce feito
Com seu destino traçado
Já nasce predestinado
A sentir dor no seu peito.
Deus nos criou desse jeito:
Uma raça diferente!
Sinto a dor de toda gente
Que não tem sonho, nem meta...
Sinto até, como poeta,
A dor que o poeta sente.
Poeta no dia-a-dia
Tem sentimento apurado
Só que não sofre calado,
Descarrega em poesia!
Tenta encontrar alegria,
Mas só tristeza lhe afeta.
Possui a vida inquieta
Mas mesmo assim é valente,
Pois com toda dor que sente
Não deixa de ser poeta!
Apesar de toda dor
Caso outra vez eu nascesse,
E Jesus me concedesse
Escolher o meu labor,
Minha escolha sem temor
Não era ser diferente.
Mesmo com essa dor pungente
Que se instala no meu peito
Eu queria satisfeito
Ser poeta novamente!
Vinícius Gregório
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
poetisa Pepita
SONETO DA LUA
Nesta ânsia de tanto te querer,
Vou viver sem temer fatalidade.
Nada mais me farar enlouquecer,
A não ser esta dor... esta vontade.
De querer-te a mim mais um pouquinho,
Mesmo sendo difícil o nosso amor...
Não há nada que encurte esse caminho
Que nos uniem: paixão, luz e calor.
Mesmo assim sem querer ser sempre tua,
Vivo eu tão sozinha como a lua
Qual espera por mais um anoitecer.
Eu te espero meu bem... só com vontade
De matar totalmente esta saudade
Qual me mata na falta de você..
Tabira-PE
Nesta ânsia de tanto te querer,
Vou viver sem temer fatalidade.
Nada mais me farar enlouquecer,
A não ser esta dor... esta vontade.
De querer-te a mim mais um pouquinho,
Mesmo sendo difícil o nosso amor...
Não há nada que encurte esse caminho
Que nos uniem: paixão, luz e calor.
Mesmo assim sem querer ser sempre tua,
Vivo eu tão sozinha como a lua
Qual espera por mais um anoitecer.
Eu te espero meu bem... só com vontade
De matar totalmente esta saudade
Qual me mata na falta de você..
Tabira-PE
domingo, 28 de agosto de 2011
SENTI -LOS
É preciso extrair a pura essência
Existente em nós e em nossas vidas,
Pois assim sentiremos resistência
Ao encontrarmos sensações perdidas.
Enxergar o escuro em transparência,
Ouvir o som nas notas produzidas.
Saciar o sabor da existência,
Cheirar a luta nas canções contidas.
Tocar a alma, a forma, o instrumento.
Amar a vida, a fé e o sentimento,
Que é necessário para prosseguir…
Pois, se não houver sonhos construídos,
Qual o sentido em ter os sentidos
E não usá-los pra saber sentir?
Isabelly Moreira - São José do Egito
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
VELAS, BEBADOS, PUTAS, CORNOS E POETAS
AS QUATRO VELAS
Quatro velas ardiam sobre a mesa,
E falavam da vida e tudo o mais.
A primeira, tristonha: “Eu sou a PAZ,
Mas o mundo não quer me ver acesa…”
A segunda, em soluços desiguais:
“Sou a FÉ! Mas é triste a minha empresa:
Nem de Deus se respeita a Realeza…
Sou supérflua, meu fogo se desfaz…”
A terceira sussurra, já sem cor:
“Estou triste também, eu sou o AMOR…
Mas perdi o fulgor como vocês…”
Foi a vez da ESPERANÇA – a quarta vela:
“Não desiste ninguém! A Vida é bela!
E acendeu novamente as outras três!
Dedé Monteiro
Tabira, 12/02/2009
OS QUATRO BÊBADOS
Quatro bêbados bebiam numa mesa,
E falavam da vida e tudo em fim.
O primeiro dizia: “Eu bebo assim,
Pra poder afogar minha tristeza”…
O segundo, engolindo uma de gim,
Diz: “a cana é quem faz minha defesa…
Se não fosse a bebida, essa beleza,
Minha vida seria muito ruim!
O terceiro, morrendo de ressaca,
Diz: eu sinto a matéria muito fraca,
Vou parar de beber essa semana!
Grita o outro: “não faça essa desgraça,
Mande abrir mais um litro de cachaça
Que é pra gente morrer bebendo cana!
Gonga Monteiro
Tabira, 18/02/2011
AS QUATRO PUTAS
Quatro putas falavam em um bar
Sobre a vida que era muito dura...
A primeira, cheinha de frescura,
Diz assim: “Eu vou me aposentar!
A segunda, morrendo de chorar,
Diz pra outra: “Ninguém mais me segura,
Tô com um metro e cinquenta de altura
E a balança acabou de se quebrar.
A terceira, já com sessenta anos,
Disse as outras: “Restaram desenganos,
Ninguém mais quer três velhas prostitutas...
Veio a quarta, a que era cafetona,
E, lembrando dos tempos bons de zona,
Deu coragem de novo às outras putas.
Felipe Júnior
Recife, 03 de março de 2011
OS QUATRO CORNOS
Quatro cornos sentados numa praça
Lamentavam por ter desilusões.
O primeiro lembrando as traições:
- Eu me vingo das pontas na cachaça.
O segundo chorava da desgraça
E dizia: não perco as ilusões.
Se a mulher preferiu ter Ricardões
Isso é fase, mas sei que logo passa.
O terceiro chifrudo, o mais matreiro:
O que importa é a mulher trazer dinheiro
Pra o que falam de mim, nunca liguei.
Já o quarto cornão, foi taxativo:
- Quando a minha me trai sou vingativo.
Eu arranjo outro bofe e vou ser gay.
Ismael Gaião - Condado/PE
OS QUATRO POETAS
O primeiro poeta com as velas
Deu um show de poesia com certeza
O segundo num bar ouve na mesa
Depois narra dos bêbados as sequelas
Outro escuta das putas as mazelas
Comentar sobre os ossos do oficio
E escutando dos cornos o suplício
Chega outro e relata tais procelas
Como é dura a vida dos poetas
No afã de cumprirem suas metas
Desmanchando-se em versos, quem diria
Juntam: bêbados, cornos, velas, putas
Em estrofes bem simples, mas astutas
Transformaram isso tudo em poesia
Carlos Aires
Carpina/PE, 05/03/2011
Quatro velas ardiam sobre a mesa,
E falavam da vida e tudo o mais.
A primeira, tristonha: “Eu sou a PAZ,
Mas o mundo não quer me ver acesa…”
A segunda, em soluços desiguais:
“Sou a FÉ! Mas é triste a minha empresa:
Nem de Deus se respeita a Realeza…
Sou supérflua, meu fogo se desfaz…”
A terceira sussurra, já sem cor:
“Estou triste também, eu sou o AMOR…
Mas perdi o fulgor como vocês…”
Foi a vez da ESPERANÇA – a quarta vela:
“Não desiste ninguém! A Vida é bela!
E acendeu novamente as outras três!
Dedé Monteiro
Tabira, 12/02/2009
OS QUATRO BÊBADOS
Quatro bêbados bebiam numa mesa,
E falavam da vida e tudo em fim.
O primeiro dizia: “Eu bebo assim,
Pra poder afogar minha tristeza”…
O segundo, engolindo uma de gim,
Diz: “a cana é quem faz minha defesa…
Se não fosse a bebida, essa beleza,
Minha vida seria muito ruim!
O terceiro, morrendo de ressaca,
Diz: eu sinto a matéria muito fraca,
Vou parar de beber essa semana!
Grita o outro: “não faça essa desgraça,
Mande abrir mais um litro de cachaça
Que é pra gente morrer bebendo cana!
Gonga Monteiro
Tabira, 18/02/2011
AS QUATRO PUTAS
Quatro putas falavam em um bar
Sobre a vida que era muito dura...
A primeira, cheinha de frescura,
Diz assim: “Eu vou me aposentar!
A segunda, morrendo de chorar,
Diz pra outra: “Ninguém mais me segura,
Tô com um metro e cinquenta de altura
E a balança acabou de se quebrar.
A terceira, já com sessenta anos,
Disse as outras: “Restaram desenganos,
Ninguém mais quer três velhas prostitutas...
Veio a quarta, a que era cafetona,
E, lembrando dos tempos bons de zona,
Deu coragem de novo às outras putas.
Felipe Júnior
Recife, 03 de março de 2011
OS QUATRO CORNOS
Quatro cornos sentados numa praça
Lamentavam por ter desilusões.
O primeiro lembrando as traições:
- Eu me vingo das pontas na cachaça.
O segundo chorava da desgraça
E dizia: não perco as ilusões.
Se a mulher preferiu ter Ricardões
Isso é fase, mas sei que logo passa.
O terceiro chifrudo, o mais matreiro:
O que importa é a mulher trazer dinheiro
Pra o que falam de mim, nunca liguei.
Já o quarto cornão, foi taxativo:
- Quando a minha me trai sou vingativo.
Eu arranjo outro bofe e vou ser gay.
Ismael Gaião - Condado/PE
OS QUATRO POETAS
O primeiro poeta com as velas
Deu um show de poesia com certeza
O segundo num bar ouve na mesa
Depois narra dos bêbados as sequelas
Outro escuta das putas as mazelas
Comentar sobre os ossos do oficio
E escutando dos cornos o suplício
Chega outro e relata tais procelas
Como é dura a vida dos poetas
No afã de cumprirem suas metas
Desmanchando-se em versos, quem diria
Juntam: bêbados, cornos, velas, putas
Em estrofes bem simples, mas astutas
Transformaram isso tudo em poesia
Carlos Aires
Carpina/PE, 05/03/2011
Lua
"Lua você me responda:
Porque é tanto o clarão?
Que dá pra gente encontrar
Um alfinete no chão
E com a sua claridade
O amor acha a saudade
Nas ruas do coração."
Aldo Neves - Tuparetama
Porque é tanto o clarão?
Que dá pra gente encontrar
Um alfinete no chão
E com a sua claridade
O amor acha a saudade
Nas ruas do coração."
Aldo Neves - Tuparetama
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
MAIS UM POEMA - Lima Jr.
Sou como o vento da noite
Pelas esquinas da vida,
Na curva de um açoite
Que ao pensamento intimida.
Sou como a voz da saudade,
Quando a lembrança invade
Minha lucidez, e afeta
Meu coração enfadado.
Por este fardo pesado
De ter nascido Poeta!
Sou qual cigarra dos vales
Que solitária decanta.
Um canta atraindo os males,
Outro aos males espanta.
Colibri equilibrista
Sou, sem cantar, sem conquista
Quando o dia chega ao fim.
Que os sopapos da razão
Nas cordas do coração,
Quase o arrancam de mim.
Sou como o sol que aquece,
Que dá vida e que dá morte.
Sou como a fé de uma prece
De quem joga a própria sorte.
Sou andarilho sem tino,
Sou condutor do destino,
Feito pra mim sem medida.
Dos sonhos, sou gondoleiro,
Sem encontrar paradeiro
Nem porto pra minha vida.
Meu corpo é o holograma,
Do ser que o habita e toma...
Minha mente é como chama,
Queimando o mau, que me doma.
Minha vida eu mesmo faço,
Montando cada pedaço
Que o dia me oferece.
Não sei se em tudo há sentido,
Mas sei que o que é vivido
Nem sempre é o que se merece.
Sou menestrel sem vaidade,
Sou terapeuta do ego.
Sensível tato do cego,
Suspiro de liberdade.
Gangorra de sentimentos,
Voz que viaja nos ventos,
Sem endereço e sem cor.
Sou o espaço a separar
O olho e o olhar,
De quem enxerga o amor.
Sou violento oceano,
Nos continentes da alma.
Sou filho do soberano,
Mas esqueço, e perco a calma.
Sou guardião do teu riso,
Me alimento e preciso
Demais da tua alegria.
És dona dos sonhos meus.
Sou mortal, rogando a Deus,
Teu amor, em POESIA!
Lima Jr., Tuparetama-PE
terça-feira, 16 de agosto de 2011
SOU
Sou a parte que não sei
Sou o surreal da arte
Sou a parte a qual faltei
Sou a parte em toda parte
Que se parte em pedacinhos
Sou vários pequenininhos
Sou até o que sobrou
E o que digo andando a esmo?
Se o que vejo de mim mesmo
É tal parte que não sou.
Kerlle de Magalhães
Sou o surreal da arte
Sou a parte a qual faltei
Sou a parte em toda parte
Que se parte em pedacinhos
Sou vários pequenininhos
Sou até o que sobrou
E o que digo andando a esmo?
Se o que vejo de mim mesmo
É tal parte que não sou.
Kerlle de Magalhães
sábado, 13 de agosto de 2011
Brás Costa
PRA MATAR AS SAUDADES DO SERTÃO
Terra mãe, quanta falta me fizeste
Quantos dias sonhei poder rever-te
Cada vez que te deixo me investe
Uma febre com medo de perder-te.
O caráter que tenho tu me deste
Minha alma da tua é uma parte
Como posso esquecer de ti Nordeste
Se viver para mim é recordar-te.
Minha sina é de ti viver distante
Porém quando meus dias de errante
Terminarem, terei como jazigo
O teu ventre e depois de tão ausente
Poderei sepultar-me eternamente.
Onde foi sepultado o meu umbigo.
Brás Costa, Suíça
Terra mãe, quanta falta me fizeste
Quantos dias sonhei poder rever-te
Cada vez que te deixo me investe
Uma febre com medo de perder-te.
O caráter que tenho tu me deste
Minha alma da tua é uma parte
Como posso esquecer de ti Nordeste
Se viver para mim é recordar-te.
Minha sina é de ti viver distante
Porém quando meus dias de errante
Terminarem, terei como jazigo
O teu ventre e depois de tão ausente
Poderei sepultar-me eternamente.
Onde foi sepultado o meu umbigo.
Brás Costa, Suíça
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
BERÇO AMADO
Lá no alto do cruzeiro
Onde o coco faz a festa
A visão que Deus empresta
É de um quadro verdadeiro
E se dela eu sou herdeiro
Vim da sorte bem que sei
No qual sempre carreguei
O seu nome consagrado
Arcoverde, berço amado,
Terra mãe que me criei.
Sou filho do Moxotó
De Olho D’água dos Bredos
Dos meus primeiros enredos
Onde guardo e sei de có
Fiz um laço e dei um nó
Com os versos que solei
Porque nunca esquecerei
Donde veio meu legado
Arcoverde, berço amado,
Terra mãe que me criei.
Decantei meu lugarejo
Na feira, vilela e praça.
Mostrando essa minha raça
De caboco sertanejo
Que minha lábia sem pejo
Faz o meu sertão um rei
Do qual sempre me orgulhei
De cantar em cada estado
Arcoverde, berço amado,
Terra mãe que me criei.
Kerlle de Magalhães
terça-feira, 26 de julho de 2011
UM COPO DE COCA COLA ( Dudu Moraes)
Outra bebida me atrasa
por isso eu fico distante
Prefiro refrigerante
Com carne assada na brasa
tudo isso me dá asa
meu pensamento decola
Fiz desse vício uma escola
Na qual me matriculei
Depois que me viciei
num copo de coca cola
Gostei logo de início
quando provei a danada
"tumei" ela bem gelada
pra alimentar o vício
pra eu largar da difícil
porque mulher só da bola
pro "caba" que desenrola
boa lábia e compromisso
e eu faço tudo isso
num copo de coca cola
depois que eu tomo o primeiro
viajo pra outro mundo
aí eu tomo o segundo
e em seguida o terceiro
pensando que "tou" solteiro
mancho de batom a gola
a mulher se descontrola
e eu me faço de inocente
mas apanho consciente
num copo de cola cola
a bebedeira não pára
porque da coca eu preciso
só no dia que eu tô liso
eu paro de encher a cara
como é coisa rara
eu ficar liso de esmola
eu "desenbaio" a viola
canto verso dia inteiro
arrecadando dinheiro
pra um copo de coca cola
com dinheiro embolsado
me destino para o bar
e por sorte ou por azar
senta uma turma do lado
e uma moça de namorado
que o mesmo não lhe consola
pois o assunto ou é bola
ou que bebe desde sexta
e eu com essa cara de besta
num copo de coca cola
eu não critico a cachaça
cada um faz o que quer
mas por ser fã de mulher
eu num bebo essa desgraça
pois uma mulher que passa
maquiagem põe argola
não quer ter na sua cola
um cabra de tola cheia
se agarra até com o mais feio
mas que bebeu coca cola
diante tanta vantagem
eu vivo assim sossegado
por nem viver ressacado
nem conversando bobagem
bebo só conta pabulagem
que é rico tem corolla
que ja passou na degola
e que ja bebeu mil venenos
mas, se eu mentir e bem menos
num copo de coca cola.
Dudu Morais poeta Tabirense.
por isso eu fico distante
Prefiro refrigerante
Com carne assada na brasa
tudo isso me dá asa
meu pensamento decola
Fiz desse vício uma escola
Na qual me matriculei
Depois que me viciei
num copo de coca cola
Gostei logo de início
quando provei a danada
"tumei" ela bem gelada
pra alimentar o vício
pra eu largar da difícil
porque mulher só da bola
pro "caba" que desenrola
boa lábia e compromisso
e eu faço tudo isso
num copo de coca cola
depois que eu tomo o primeiro
viajo pra outro mundo
aí eu tomo o segundo
e em seguida o terceiro
pensando que "tou" solteiro
mancho de batom a gola
a mulher se descontrola
e eu me faço de inocente
mas apanho consciente
num copo de cola cola
a bebedeira não pára
porque da coca eu preciso
só no dia que eu tô liso
eu paro de encher a cara
como é coisa rara
eu ficar liso de esmola
eu "desenbaio" a viola
canto verso dia inteiro
arrecadando dinheiro
pra um copo de coca cola
com dinheiro embolsado
me destino para o bar
e por sorte ou por azar
senta uma turma do lado
e uma moça de namorado
que o mesmo não lhe consola
pois o assunto ou é bola
ou que bebe desde sexta
e eu com essa cara de besta
num copo de coca cola
eu não critico a cachaça
cada um faz o que quer
mas por ser fã de mulher
eu num bebo essa desgraça
pois uma mulher que passa
maquiagem põe argola
não quer ter na sua cola
um cabra de tola cheia
se agarra até com o mais feio
mas que bebeu coca cola
diante tanta vantagem
eu vivo assim sossegado
por nem viver ressacado
nem conversando bobagem
bebo só conta pabulagem
que é rico tem corolla
que ja passou na degola
e que ja bebeu mil venenos
mas, se eu mentir e bem menos
num copo de coca cola.
Dudu Morais poeta Tabirense.
sábado, 14 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
AS SEVERINAS
Itapetim e São José do Egito são cidades de poetas e músicos. Recentemente formado o grupo de forró pé-de-serra, "As Severinas" é motivo de orgulho para ambas as cidades. Com um repertório rico em regionalismo e poesia, o grupo vem se tornando conhecido pela autenticidade e carisma das meninas isabelly, Gabi e Monique.
FALTAM DEZ PRA MEIO DIA (Kerlle de Magalhães)
“Vi-te uma vez... mas mesmo assim, te trago
Em minha fidelíssima memória.
Que há de guardar por sua eterna glória
O teu perfil resplandecente e mago.”
Emygdio de Miranda
Faltam dez pra meio-dia.
Á moça que me informou as horas.
Pela rua vinha andando
Já prevendo o meu atraso
E quando fui perguntando
A uma moça por acaso
As horas que ela tinha,
Demonstrando quando vinha
Uma enorme simpatia,
Os ponteiros ela olhou,
Foi então que me informou:
Faltam dez pra meio-dia.
Os seus lábios lentamente
As palavras soletravam,
Diante da minha frente
As sonoras ecoavam
Como flautas encantadas,
Feito liras encarnadas
Decantando poesia,
Essa moça me chocou
No momento que falou:
Faltam dez pra meio-dia.
Eu morro, mas não esqueço
Do boliço dos seus lábios
Me dizendo com apreço
Ao fitar olhares sábios
No relógio cor marrom,
Informado em baixo tom
Sobre o tempo que corria,
Eu ali fiquei parado
E lhe ouvindo concentrado:
Faltam dez pra meio-dia.
Antes de agradecer
Eu flertei os olhos dela,
Pois, eu já podia ver
Uma formosura bela
Com o som de sua fala,
Da qual mesmo quando cala
Sua voz não silencia,
Repetindo em minha mente
Sua voz constantemente:
Faltam dez pra meio-dia.
Fui seguindo meu caminho
Com ela no pensamento,
Quando às vezes tô sozinho
Fecho os olhos um momento
Recordando seu semblante
E a sua voz delirante
Parecendo em melodia,
Como se eu tivesse vendo
Ela linda me dizendo:
Faltam dez pra meio-dia.
Depois fiquei desejando
Ouvir sua voz de novo,
Na rua fui procurando
Chorei no meio do povo,
Mas, não a reencontrei.
Também nunca perguntei
Sobre as horas que batia,
Como o tempo diluísse
Desde quando ela me disse:
Faltam dez pra meio-dia.
Kerlle de Magalhães
Em minha fidelíssima memória.
Que há de guardar por sua eterna glória
O teu perfil resplandecente e mago.”
Emygdio de Miranda
Faltam dez pra meio-dia.
Á moça que me informou as horas.
Pela rua vinha andando
Já prevendo o meu atraso
E quando fui perguntando
A uma moça por acaso
As horas que ela tinha,
Demonstrando quando vinha
Uma enorme simpatia,
Os ponteiros ela olhou,
Foi então que me informou:
Faltam dez pra meio-dia.
Os seus lábios lentamente
As palavras soletravam,
Diante da minha frente
As sonoras ecoavam
Como flautas encantadas,
Feito liras encarnadas
Decantando poesia,
Essa moça me chocou
No momento que falou:
Faltam dez pra meio-dia.
Eu morro, mas não esqueço
Do boliço dos seus lábios
Me dizendo com apreço
Ao fitar olhares sábios
No relógio cor marrom,
Informado em baixo tom
Sobre o tempo que corria,
Eu ali fiquei parado
E lhe ouvindo concentrado:
Faltam dez pra meio-dia.
Antes de agradecer
Eu flertei os olhos dela,
Pois, eu já podia ver
Uma formosura bela
Com o som de sua fala,
Da qual mesmo quando cala
Sua voz não silencia,
Repetindo em minha mente
Sua voz constantemente:
Faltam dez pra meio-dia.
Fui seguindo meu caminho
Com ela no pensamento,
Quando às vezes tô sozinho
Fecho os olhos um momento
Recordando seu semblante
E a sua voz delirante
Parecendo em melodia,
Como se eu tivesse vendo
Ela linda me dizendo:
Faltam dez pra meio-dia.
Depois fiquei desejando
Ouvir sua voz de novo,
Na rua fui procurando
Chorei no meio do povo,
Mas, não a reencontrei.
Também nunca perguntei
Sobre as horas que batia,
Como o tempo diluísse
Desde quando ela me disse:
Faltam dez pra meio-dia.
Kerlle de Magalhães
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